Sismo de 69 é recordado em Torres Vedras por meio de uma mostra em Torres Vedras
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“Eram 3h42 da madrugada do dia 28 de fevereiro de 1969 (hora local) quando Portugal Continental foi despertado por um forte sismo”.

O átrio do Edifício da Câmara Municipal de Torres Vedras acolherá de 2 a 24 de maio a exposição documental 28 de fevereiro de 1969, memórias de um sismo.

Segundo é referido como enquadramento desta exposição: “Eram 3h42 da madrugada do dia 28 de fevereiro de 1969 (hora local) quando Portugal Continental foi despertado por um forte sismo. A vibração durou alguns minutos, tendo causado estragos acentuados, sobretudo no Algarve, e mais de uma dezena de vítimas, muitas delas por comoção. O evento ocupou as primeiras páginas dos jornais durante vários dias, tendo-lhe sido dedicadas inúmeras notícias, umas mais trágicas, outras de carácter mais informativo e formativo e ainda outras que a esta distância podemos considerar divertidas ou mundanas.

Portugal Continental é uma região afetada por uma sismicidade moderada. Os sismos fortes não são frequentes e pode passar uma geração sem que um destes sismos ocorra. No entanto, a história mostra que sismos destruidores, como o de 1 de novembro de 1755, que também gerou um tsunami devastador, podem suceder. Já aconteceu no passado e o conhecimento que temos do planeta dinâmico em que vivemos diz-nos que irão com certeza ocorrer no futuro, não sabemos é quando. Pode suceder na nossa geração, na dos nossos filhos ou dos nossos netos. É por isso nosso dever e obrigação estar preparados e preparar as novas gerações para o que pode acontecer a qualquer momento.

Os sismos mais fortes, como o de 28 de fevereiro de 1969, deixam na sociedade uma impressão duradoura que marca a sensibilidade duma geração para o fenómeno sísmico, estimulando e encorajando a participação ativa nas medidas de mitigação e um comportamento social responsável. Mas a memória desse evento esbate-se com a passagem do tempo (as testemunhas vivas têm hoje mais de 50 anos) e é por isso essencial passá-la às novas gerações como um alerta, um aviso.

A exposição 28 de fevereiro de 1969, memórias do sismo, promovida pelo CERU (Centro Europeu de Riscos Urbanos) e pela SPES (Sociedade Portuguesa de Engenharia Sísmica), tem como principal objetivo ajudar a preservar a memória coletiva do sucedido nessa data. Lembrar o passado para compreender o presente e preparar o futuro, contribuindo para a formação de cidadãos responsáveis, é o que se pretende”.

Esta exposição poderá ser visitada no Edifício da Câmara Municipal de Torres Vedras de 2.ª a 6.ª feira, das 8h30 às 17h30.

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