Substituição de árvores da Rua António Leal d’Ascensão origina movimento no Facebook
publicidade

Não retirem os Freixos da Várzea” é o nome do movimento.

A medida foi anunciada a semana passada pela Câmara Municipal de Torres Vedras e desde o primeiro minuto que a substituição dos 41 freixos da Rua António Leal d’Ascensão causou controvérsia entre os munícipes, nomeadamente na rede social facebook.

Não retirem os Freixos da Várzea” é o nome do movimento criado por Ângela Tomás e Magda Matias em que se pede aos torrienses para “tirarem uma foto abraçados ou junto de uma destas árvores, com ou sem uma mensagem escrita, e a enviarem essa imagem, via email, para a Câmara Municipal de Torres Vedras”, e colocarem na página do movimento, como forma de mostrar o descontentamento pela retirada dos 41 freixos da Rua António Leal de Ascensão.

Algumas fotografias que se podem encontra no evento “Não retirem os Freixos da Várzea”.

“Só um incompetente é que diz que isto (os freixos) pode ser transplantado, isto é inviável à transplantação porque as coisas têm de ser feitas na devida altura. É uma vergonha, um atentado”, afirmou hoje um cidadão torriense, ao TORRES VEDRAS WEB, que não quis ser identificado.

As árvores em questão vão ser transplantadas para a margem do Rio Sizandro devido “às condições favoráveis ao desenvolvimento do freixo junto a linhas de água”. Os freixos que atualmente se encontram na referida rua serão substituídos por árvores-de-júpiter (Lagerstroemia indica), uma espécie ornamental de menor porte e adequada a alinhamentos urbanos.

Além do movimento criado no Facebook foi também lançada uma petição online alegando que a “remoção dos freixos não é sustentável”. Na petição, dirigida ao presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras, Carlos Bernardes, é salientado o facto destas árvores, “dada a sua maturidade, a sua massa arbustiva contribuí de maneira decisiva para a qualidade de vida, para além da óbvia absorção das emissões de CO2 provenientes do tráfego, logo desempenhando um papel decisivo na qualidade do ar, na absorção do ruído e no impacto visual, pelo que a sua preservação tem vantagens imediatas e é mais eficiente que a plantação de outras árvores jovens que as venham a substituir”.

No passado dia 20 de março foi apresentado o Plano de Reflorestação da cidade de Torres Vedras. Nesta primeira fase serão plantados mais 185 exemplares arbóreos na Cidade, estando prevista uma 2.ª fase para o plano de rearborização de Torres Vedras, anunciou Ana Aguiar, técnica da Câmara Municipal.

Com o plano de rearborização de Torres Vedras pretende-se: melhorar a qualidade do ar, manter a permeabilidade do solo e contribuir para a amenização climática – melhorar a qualidade de vida na cidade; promover a qualidade do espaço público, melhorando o enquadramento paisagístico da malha urbana; assegurar a continuidade da estrutura verde urbana; dar resposta aos problemas identificados; e melhorar a qualidade do património arbóreo municipal.

Segundo a arquiteta da Câmara Municipal, das 3,210 árvores existentes na cidade “há casos de seleção desadequada de espécies, de conflito com infraestruturas e de intervenções tecnicamente desaconselhadas”

publicidade

2 COMENTÁRIOS

  1. Onde estão estas pessoas todas quando há carros estacionados em cima de passeios e passadeiras?
    Quantas se manifestaram pelas pessoas atropeladas no centro da cidade, 7 pessoas só nos ultimos 3 meses?
    Quantas já se queixaram de não conseguir passar um carrinho de bebé por causa das raizes destas mesmas árvores?

  2. Concordo consigo Daniel, eu moro na Rua Antônio Leal de Ascensão onde até às tampas do gás estão a levantar por causa das raízes das árvores o que faz estas pessoas reclamarem da retirada das árvores é não viverem ao pé delas e não verem o que fazem as raízes mas enfim têm que reclamar de alguma coisa

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here