Suinicultores contra utilização de carne espanhola protestam em Rio Maior
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Cerca de uma centena de suinicultores estão concentrados junto à empresa Carnes Nobre, em Rio Maior, em protesto contra a alegada utilização de carne suína espanhola nos produtos transformados comercializados pela marca.

“Queremos expressar a nossa indignação pelo facto de a maior empresa de transformados em Portugal utilizar mais de 95% de porcos espanhóis no fabrico dos seus produtos”, disse à agência Lusa o porta-voz do ‘gabinete de crise’ dos suinicultores, João Correia.

Para o suinicultor, “esta é uma unidade que poderia comprar carne portuguesa”, contribuindo assim para diminuir a crise do setor, que no último trimestre teve um decréscimo de produção estimado em 30%.

Para os produtores, o recurso à carne espanhola, quando as empresas nacionais têm “cada vez mais dificuldade em escoar o produto nacional”, é “um embuste” para o qual os consumidores devem ser alertados.

“Apelamos ao consumidor português para que verifique se está de facto a comprar produto nacional”, quando, para além das Carnes Nobres, “outras grandes empresas de transformados também se abastecem maioritariamente em Espanha”.

Entre eles, exemplificou, “a Sicasal [Torres Vedras], a maior concorrente da Nobre” e que, segundo João Correia, “consome 90% de porco espanhol”.

Os produtores de carne suína concentraram-se hoje na Benedita, num plenário marcado para as 14:00, de onde partiram para Rio Maior, a cerca de seis quilómetros.

Desde as 15:15 estão concentrados à entrada da Nobre, empunhando bandeiras negras e outras com palavras de ordem, como “Portugal está pobre por causa de ti ó Nobre”, ou “se és Portugal porque não compras português?”, numa alusão ao slogan publicitário da empresa: “Portugal é Nobre”.

Os suinicultores, que noutros locais do país foram recebidos pelas administrações das empresas junto às quais se concentraram, desconhecem se serão recebidos pelos gestores das Carnes Nobre, aos quais não terá sido pedida qualquer audiência.

No local estão elementos da GNR que têm ordenado o trânsito na zona onde se encontram os manifestantes.

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