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Situadas a menos de 1 Km. de Torres Vedras, a uma altitude de 33 m, são rodeadas de pequenas colinas cobertas de matagais, com um microclima temperado quente, seco e saudável.

As Termas dos Cucos são assim chamadas porque, diz a tradição, aqui canta o 1º cuco.

Especializadas no tratamento do reumatismo e também de certas afecções ginecológicas e dermatoses.

As lamas medicinais dos Cucos são, segundo a classificação internacional adoptada, lamas cloretadas radioactivas, hipertermais, contendo biogeleias, e amadurecidas sobre o griffon das suas nascentes. As águas são radiactivas a roden 11,3 milimicrocuries por litro (1930), hipertermais 40,1 ºC na nascente da buvette, hipersalinas 3,1 gr./litro.

São as nascentes:

  • duas “Cucos novos” que abastecem o balneário;
  • “Cucos moderno” destinada ao uso interno, sendo a nascente da buvette;
  • “Nascente das Lamas” que é utilizada no tanque de maturação das lamas medicinais
  • e ainda outras como “Cucos velho” e “Olival”.

Todas estas nascentes fornecem água de composição semelhante variando ligeiramente de umas para outras a temperatura, radioactividade e a mineração.
A informação mais antiga da sua utilização data da época pombalina. Tomava-se então banho em toscos lagos que se faziam na terra.

Sabe-se que o interesse por estas termas se deve a um comerciante de lã e seda, de ideias liberais, que por meados do séc. XIX, após dissabores sofridos nas lutas havidas, resolveu abandonar os seus negócios e comprar entre outras quintas a da Macheia que compreendia o terreno do vale dos Cucos.

Iniciou-se então a sua exploração mandando construir o novo proprietário algumas barracas de madeira, para o efeito.

Alguns anos passados, foi o sobrinho, José Gonçalves Dias Neiva quem mandou construir as actuais instalações. Com inicio em 26 de Novembro ed 1890, s novas instalações foram inauguradas em 15 de Maio de 1893. O plano urbanístico, da autorias do Eng. António Jorge Freire, previa a construção de 40 moradias. Destas apenas foram construidas duas vivendas, uma de cada lado da avenida que dá acesso às termas (Dª Feliciana em 1895 e Dª Maria Neiva em 1896). O casino foi construído em 1896.

Referem os editores da 2ª edição de Madeira Torres que, na Vereação de 10 de Março de 1744, ter concorrido ali nobreza e povo da vila a pedir que o Juiz Presidente e os Vereadores tentassem interceder junto do Cardeal Patriarca de Lisboa para que uma cruz de pedra com o Sr. Crucificado nela esculpido que estava por cima dos Cucos, no caminho para a Vila, não fosse recolhida na igreja de Matacães, conforme era intenção, por a mesma ser considerada milagrosa. No entanto tal petição foi em vão, uma vez que a mesma foi para a referida igreja para o 1º altar junto à porta travessa. Terá a imagem de dois a dois palmos e meio de comprimento.

Por volta de 1859 restava no lugar da original, uma cruz de pau cravada numa grande peanha de pedra à semelhança de um peso de lagar, para recordar o lugar original dessa cruz.

No ano de 1859, por ocasião de se fazer, por ordem do governo, uma forte muralha ao pé do casal dos Cucos para suster o rio, que invadia a estrada, descobriu-se na abertura dos alicerces, três calçadas antigas já subterradas, e algumas porventura a nível inferior ao actual leito do rio.

As termas possuem ainda uma capela do séc. XIX dedicada a N.Sra. da Saúde.

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