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O Santa Cruz Pro 2016 arrancou ontem na Praia do Mirante, em Santa Cruz, onde decorre até ao próximo Domingo, ao mesmo tempo que se realiza o Santa Cruz Ocean Spirit. A etapa da World Surf League (WSL) conta com os melhores atletas do surf nacional e internacional e, entre eles, encontramos dois filhos da terra, com Tiago Santos e Francisco Cruz a serem wildcards da prova.

“Comecei a surfar quando tinha 9 anos, com o incentivo do meu irmão e dos meus pais” conta Tiago. O jovem de 17 anos não hesitou falar com o Torres Vedras Web, de sorriso no rosto, quando o encontrámos no areal da Praia Centro. A relação com a prancha começou na 3S, escola de surf de Santa Cruz, e o torriense confessa que foi paixão à primeira vista. “Logo que experimentei fiquei a adorar a sensação do que é estar a passar por cima do mar e das ondas.”

Viver perto do mar, confessa, “favoreceu-me bastante, porque sempre que quisesse treinar, quando era mais novo durante o Verão, saía de casa e vinha a pé até à praia.” Por isso, destaca a importância da realização de uma “etapa deste nível” nas praias do Oeste. “Dá para motivar outras pessoas e também motivar-me a mim mesmo. Campeonatos aqui na nossa terra é uma coisa que há pouco” lembra o atleta, que admite uma motivação extra por estar em casa. “Adoro ter esta sensação quando vou competir, então num campeonato tão importante quanto este, dá logo outra vontade.”

Tiago Santos no Santa Cruz Pro. O surf puxa por ele "como a terra puxa a gravidade"
“Gosto de lutar pelo que quero” afirma Tiago Santos, com a convicção de quem sabe que esta é uma paixão que promete durar. Foto: Rita Alves dos Santos

Tiago Santos entrou na água esta manhã, no heat 9 do primeiro round deste Qualifying Series 1.000, ao lado de Ruben Gonzalez, Francisco Carrasco e Jorgann Couzinet. À semelhança do que aconteceu ontem com Francisco Cruz, também este torriense ficou pelo caminho da competição. E se, antes de entrar na água, o atleta já reconhecia “uma maior pressão” por entrar ao lado de Gonzalez (quatro vezes campeão nacional), não negava o desejo de batalhar. “É bom competir com pessoas desse nível. Dá-nos mais força e vontade de querer ganhar.”

“Não gosto de ter grandes expectativas para depois não ficar muito desapontado, mas gosto de lutar pelo que quero” afirma com a convicção de quem sabe que esta é uma paixão que promete durar. “Em toda a minha vida quero sempre continuar a praticar surf. Mesmo que tenha um trabalho, faço surf em part-time.” As ondas já são, por isso, indissociáveis da vida deste jovem. “Já está mesmo dentro de mim. É como se fosse uma força a puxar-me, como a gravidade da terra.”

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