Torres Vedras aderiu ao Compromisso pela Bicicleta
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O Município aderiu ao Compromisso pela Bicicleta que vai começar a ser divulgado pelo país.

Trata-se de uma iniciativa da Plataforma Tecnológica da Bicicleta da Universidade de Aveiro, que está a ser desenvolvida em colaboração com as principais instituições e organizações ligadas à bicicleta (ABIMOTA – Associação Nacional das Indústrias de Duas Rodas, Federação Portuguesa do Ciclismo, Federação Portuguesa do Cicloturismo e Utilizadores da Bicicleta, MUBI – Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta, entre outras).

Este compromisso visa desafiar autarquias, universidades, organizações da administração pública, empresas e organizações do terceiro setor a promover atividades em prol do uso regular da bicicleta pelos seus trabalhadores, tirando partido dos estímulos do programa UBIKE Portugal e dos novos investimentos em infraestruturas cicláveis apoiados pelo Portugal 2020.

Pretende-se que esta iniciativa seja também uma oportunidade para gerar uma dinâmica colaborativa entre os participantes na mesma: os grupos promotores de mobilidade urbana em bicicleta, as organizações que tutelam as matérias relativas à mobilidade, à segurança rodoviária, ao território, ao ambiente, à saúde e ao desporto, os centros universitários que investigam o tema da bicicleta e os meios de comunicação social.

Ambiciona-se com este trabalho ajudar a colocar na agenda pública o tema da bicicleta nas suas múltiplas dimensões, alinhar os esforços dos vários parceiros e tirar partido das competências existentes em Portugal no seio do tecido institucional, universitário, empresarial e cívico visando: reduzir as emissões e a dependência energética dos combustíveis fósseis; aumentar em 10% a quota modal da bicicleta (atualmente representa 0,5% do total das deslocações casa-trabalho/escola); reduzir em 10% o número de deslocações em veículo individual (neste momento constituem 60% do total das deslocações casa-trabalho/escola), sobretudo as de curta distância e duração; incentivar a aquisição de bicicletas e estimular a produção nacional no respetivo setor; reduzir a sinistralidade rodoviária; estimular estilos de vida saudáveis e combater a obesidade; e qualificar e humanizar o espaço público das cidades e vilas.

O documento Compromisso da Bicicleta resultou de um trabalho conjunto de mais de vinte especialistas e responsáveis do setor e conta já com o apoio institucional do secretário de Estado Adjunto e do Ambiente, José Mendes.

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1 COMENTÁRIO

  1. Um texto muito bem escrito, que, contudo leva o meu justificado “não”.
    Vejamos então “de que falamos quando falamos de” … Bicicletas?
    – Não é da denominada “Ciclovia do Barro” que começa na rotunda deste bairro (há vestígios), passa pelo “Continente” do Belmiro (que voltou a pintá-la) e morre na passagem aérea da Variante Poente. Ainda há vestígios na Expotorres.
    – Não é da “Ciclovia das Escolas” (cujo aberrante traçado já não é felizmente visível) que se interrompe na rua Teresa de Jesus Pereira e Praça Gulbenkian e prossegue nos dois passeios da rua Henriques Nogueira, com paragem dos TUT num deles!
    – Não é da chamada “Ecopista do Sizandro”, “a maior Ecopista do Concelho”, onde automóveis, motociclos, motoquatro e tractores podem fazer companhia a bicicleta! Ainda há vestígios na Expotorres.
    – Não é na “Rede de Ciclovias Urbanas”, num total de 5 (Revista Municipal n.5 – Nov/Dez 2011), com padrinhos seleccionados, cuja conclusão seria em Abril de 2015 (!!!) e que consta da Agenda da Reunião da Rede CIVITAS de 5 de Março de 2012! (*)
    – Não é do fracasso das “Agostinhas” que apenas têm servido como catálogo de propaganda e exibição em dias festivos.
    – Não é do “Estacionamento público para bicicletas” sempre livre para as receberem, mas onde apenas estacionam motociclos.
    Face a este quadro que bem define a qualidade do trabalho da C.M., pergunto porque se continua a falar tanto de bicicletas nesta cidade?
    Ainda há quem diga que Torres Vedras tem tradições no uso da bicicleta, reportando-se romanticamente às décadas de 50 e 60 do séc. passado em que muitos trabalhadores se deslocavam para a cidade nas suas bicicletas. Esquecem-se que o faziam por não terem automóvel, o que hoje, felizmente, não acontece…

    Por mim, resta-me dizer : “Para este peditório já dei”.

    Os meus cumprimentos
    _________________________________________________________________________________________

    (*) http://goo.gl/oFj37q

    Nos dias 14 e 15 deste mês de Abril realizou-se nos Paços do Concelho o Fórum da Rede Civitas, no qual estes assuntos devem ter sido tratados.

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