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“Tinha sido solicitado por Torres Vedras já há alguns anos”, disse a Presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras.

Um novo traçado da Linha do Oeste a partir de Torres Vedras até Lisboa, atravessando Loures, está previsto no novo Plano Ferroviário Nacional (PFN) e satisfaz Torres Vedras, disse esta sexta-feira, dia 18 de novembro, a presidente deste município.

O PFN tem previsto um novo acesso da Linha do Oeste a Lisboa, atravessando Loures, para permitir não só reduzir os tempos de viagem em cerca de 20 a 30 minutos, como também servir Loures, que vai passar a beneficiar de um acesso mais rápido à capital.

A nova linha, que, depois de Torres Vedras, vai ter estações na Venda do Pinheiro (Mafra), Loures e Senhor Roubado (Loures), vai atravessar toda a cidade de Lisboa, com estações no Campo Grande, Sete Rios, Campolide e Alvito, intercetando todas as linhas de Metro.

Há também a possibilidade de ser ligada à Ponte 25 de Abril, atravessando o rio Tejo até Setúbal, criando o novo eixo Torres Vedras – Setúbal e favorecendo as ligações ao novo aeroporto de Lisboa, se vier a ser construído na margem sul.

Em declarações à agência Lusa, a presidente da câmara de Torres Vedras, Laura Rodrigues (PS), reagiu “com muita satisfação” à previsão deste novo traçado para a Linha do Oeste, no distrito de Lisboa.

Tinha sido solicitado por Torres Vedras já há alguns anos e sabíamos que estava a ser considerado para ser colocado no Plano Nacional Ferroviário e daí a importância da restruturação e modernização da Linha do Oeste”, justificou.

Ressalvando que o PFN vai até 2050, a autarca afirmou que esta nova linha vai ser alternativa ainda mais válida” aos investimentos em curso na Linha do Oeste.

Encurta muito o trajeto até Lisboa e permite uma viagem de melhor qualidade com um acesso mais fácil”, sustentou.

No quadro do desenvolvimento sustentável do país e do plano para a descarbonização, Laura Rodrigues afastou os receios de Torres Vedras se tornar numa cidade-dormitório da capital.

Já não estamos na fase de termos cidades desclassificadas a funcionar como dormitórios. Vão continuar a ser cidades com a sua individualidade”, disse.

À semelhança do que já acontece, perspetiva que Torres Vedras continue a crescer em termos populacionais, pela “localização privilegiada” perto de Lisboa, mas com a qualidade de vida proporcionada pelo campo e pelo mar, “acessos fáceis e proximidade”.

A proposta de PFN apresentada na quinta-feira vai agora ser colocada em discussão pública, regressando depois ao Conselho de Ministros, de onde sairá para discussão na Assembleia da República e só depois será aprovada.

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