Torres Vedras aprova orçamento municipal mais pequeno dos últimos dez anos
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A Assembleia Municipal de Torres Vedras aprovou hoje o orçamento para 2016, o mais reduzido dos últimos dez anos, disse o presidente da câmara, no último dia de mandato visto que está de saída para o Governo.

“É o orçamento mais diminuto dos últimos 10 anos, apesar de a receita municipal ter aumentado”, disse Carlos Miguel (PS).

Ao justificar a redução do orçamento, o autarca apontou as receitas de capital, nomeadamente fundos comunitários, que “descem 21%”, um “problema que não é de Torres Vedras, mas do país”.

Com uma descida de 12% face a 2015, o orçamento de 41,7 milhões de euros, foi aprovado por maioria, com votos contra do PSD e do CDS-PP e as abstenções da CDU e de independentes. A oposição criticou o facto de ser um orçamento muito aquém do esperado.

O autarca explicou que 2016 vai ser “ano para lançamento de obras”, como a construção do Centro de Artes do Carnaval num antigo matadouro, junto à entrada norte da cidade, para o qual tem inscrita uma verba de cerca de 25 mil euros.

O projeto é considerado “um novo farol” para atrair visitantes à cidade e novos fluxos de empreendedorismo.

Dados divulgados em público do projeto apontam que deverá receber por ano entre 75 mil a 116 mil visitantes e ter por ano receitas na ordem dos 380 mil euros, abaixo dos custos estimados em 431 mil euros.

Sem ter o projeto ainda orçamentado, o museu vai ter três pisos, divididos por loja, auditório, sala de exposições temporárias, centro de documentação (rés-do-chão), oficinas de expressão artística, oficinas de manutenção (1º piso), sala de exposições permanentes, gabinetes de trabalho e sala de conservação e restauro.

Segundo o orçamento, a que a Lusa teve acesso, a câmara tem previsto um investimento de cerca de 350 mil euros na remodelação de edifícios que são da sua propriedade, para a abertura da Loja do Cidadão no antigo terminal rodoviário, e para a criação do Museu Joaquim Agostinho, para o qual está também a recolher espólio e a trabalhar nos conteúdos expositivos.

Na educação, a prioridade é a construção de um novo Centro Escolar em São Pedro da Cadeira, com primeiro ciclo e jardim-de-infância, para o qual tem inscritos 44.300 euros

Na quinta-feira, Carlos Miguel vai renunciar ao mandato autárquico, conforme anunciou hoje na assembleia municipal, depois de ter aceitado o cargo de secretário de Estado das Autarquias Locais, integrando o Governo de António Costa (PS), que toma posse na quinta-feira.

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