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A Câmara Municipal de Torres Vedras assinalou o Dia Internacional da Mulher com uma conferência que refletiu sobre o papel da mulher no século XXI, que decorreu no Auditório do Edifício Paços do Concelho esta terça-feira, dia 8 de março.

Elisabete Constantino, Linda Valadas e Rafaela Rosa foram as convidadas desta conferência, que contou com moderação de Laura Rodrigues, a primeira mulher eleita para o cargo de presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras em 45 anos de poder local. “O Dia Internacional da Mulher é muito importante, mas é sobretudo importante para lembrarmos todos os outros dias do ano” começou por referir.

Recordando que, atualmente, apenas 9% dos municípios são presididos por mulheres, Laura Rodrigues sublinhou que “temos um Executivo Municipal que é paritário, mas que é presidido por uma mulher e que tem como vice-presidente uma mulher, além de ter uma diretora-delegada dos SMAS e uma coordenadora da Agência Investir.”

“Muito mais do que falar em igualdade, [devemos] falar em justiça, no que é justo entre o Homem e a Mulher. Porque muitas vezes a igualdade não é justa, nós não somos iguais” começou por referir Rafaela Rosa, campeã mundial de jiu-jitsu. Além de ser atleta de alta competição, Rafaela é coordenadora do Serviço de Psicologia no CNS — Campus Neurológico, o que obriga a uma gestão “ao minuto. É uma organização que tem de estar muito oleada.”

Linda Valadas, atriz, encenadora e dinamizadora do Grupo de Teatro do ATV — Académico de Torres Vedras, considera que “ainda há imenso trabalho a fazer no sentido do desenvolvimento e da representação do papel da mulher na sociedade. Muitas vezes temos de, atrevidamente, trabalhar o dobro ou o triplo para provar os lugares que ocupamos e que procuramos ocupar.”

Elisabete Constantino completou o leque de oradoras nesta conferência, partilhando a sua experiência enquanto mulher à frente da empresa Constantinos. “No meu mundo bacalhoeiro sou quase a única… É muito o mundo dos homens. Mas por vezes é benéfico, temos as nossas vantagens.”

Este momento de reflexão e de partilha de experiências levou à conclusão unânime de que ainda há “um longo caminho a percorrer” no que toca à igualdade de género.

Uma conferência que sintetiza, no entanto, uma realidade “muito diferente daquilo que aconteceu em 1908” evocou Laura Rodrigues, recordando que “esta comemoração vem da luta das as empregadas têxteis que nos Estados Unidos, em Nova Iorque, fizeram uma greve por melhores condições de trabalho e pela redução do horário de trabalho que foi profundamente reprimida.”

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