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A Câmara Municipal de Torres Vedras manifestou-se hoje contra o facto de os novos fundos comunitários para a saúde até 2020 não preverem a construção de um novo hospital para a região Oeste, nem “um euro” para o concelho.

“Temos pena, mesmo muita pena que o Governo, através da ARS-LVT [Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo] não aproveite esta grande oportunidade financeira comunitária para pensar e planear um verdadeiro hospital para o Oeste, moderno, funcional, atrativo para quem ali trabalha e para quem ali procura cuidados médicos”, refere o presidente da Câmara e da Comunidade Intermunicipal do Oeste, numa carta enviada ao presidente da ARS-LVT.

O autarca discorda das prioridades traçadas para a saúde pública na área de Lisboa e Vale do Tejo no quadro dos fundos comunitários até 2020, por não “prever um euro” de investimento para o hospital nem para o centro de saúde locais.

“O ‘mapeamento’ apresentado pela ARS-LVT é inqualificável e revelador de uma enorme ignorância do território, de uma ausência total de capacidade de planeamento futuro e o maior desprezo pelas pessoas e pelo território de Torres Vedras”, critica Carlos Miguel (PS).

Sublinhando a necessidade de investimentos, sobretudo em obras de adaptação ou de melhoramentos, o autarca questiona a ARS-LVT sobre se as instalações existentes respondem às necessidades atuais e futuras, por exemplo nas extensões de saúde de Silveira, Ventosa, São Pedro da Cadeira, Campelos, Ramalhal, Turcifal ou Freiria, quando estão previstas novas Unidades de Saúde Familiar para o concelho.

O autarca considera também “injusta” a desproporção de verbas entre o norte e o sul da região, divididos por dois hospitais e dois agrupamentos de centros de saúde.

De acordo com o mapeamento divulgado aos autarcas pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, estão previstos 5,4 milhões de euros para os centros de saúde do Oeste Norte e apenas 777 mil euros para os do Oeste Sul.

Quanto aos serviços hospitalares, existe um investimento estimado em 3,9 milhões de euros para o hospital de Caldas da Rainha e “nem um euro” para o de Torres Vedras, apesar de “servir um maior número de habitantes e ter uma área de influência maior”.

Contactada pela Lusa, a ARS-LVT ainda não comentou esta tomada de posição do autarca de Torres Vedras.

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