Torres Vedras debateu os próximos 40 anos rumo à sustentabilidade
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“Torres Vedras no caminho da sustentabilidade: os próximos 40 anos” foi a conferência que decorreu no auditório do Edifício dos Paços do Concelho, esta segunda-feira. Torres Vedras deu, assim, início ao seu feriado municipal ao celebrar os 40 anos da elevação da então vila a cidade, promovendo uma reflexão sobre o futuro, a sustentabilidade e as alterações climáticas.

“Daqui por 40 anos, qual será o posicionamento de Torres Vedras, às portas de uma grande área metropolitana europeia como é a Área Metropolitana de Lisboa, nesta conectividade entre o rural e o urbano?” A questão foi lançada por Carlos Bernardes, presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras, que recordou que “a sustentabilidade assenta, para alguns teóricos, em três pilares.” À coesão social, ambiental e económica, Carlos Bernardes alia o “modelo de governança”, realçando a importância de “dar voz às pessoas”.

João Ferrão, investigador-coordenador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, começou por referir que “hoje não podemos discutir o futuro sem dar centralidade à questão das alterações climáticas” e que essa centralidade não se deve ficar pela compreensão das suas causas, mas também pela adaptação a essa realidade.

O investigador-coordenador abordou as potencialidades de Torres Vedras enquanto exúrbio, tendo em conta uma nova “ruralidade metropolitana”, assim como o seu papel central na “grande coroa verde metropolitana de Lisboa.” Olhando para aqueles que poderão ser os impactos das alterações climáticas na região, João Ferrão destacou “várias frentes de vulnerabilidade muito diferentes”, tendo em conta o seu litoral, a presença da agricultura e da floresta e o seu centro urbano.

“Temos um planeta e não sabemos que planeta vamos deixar aos nossos filhos e às gerações vindouras” enfatizou António Esteves, jornalista da RTP, que elencou vários cuidados diários que podem ser introduzidos nas rotinas do dia a dia de forma a criar um “comportamento responsável” e contribuir para minimizar o impacto das alterações climáticas.

Também a importância da informação e sensibilização esteve em destaque, sendo um “tema tão obrigatório” que “nos entra pelas redações e não podemos fugir dele.” No entanto, o jornalista alertou para o facto de as redações não estarem preparadas para o trabalho em torno deste tema. “Damos as notícias das tragédias, mas muitas vezes não temos tempo para fazer a sensibilização mais correta para os comportamentos preventivos” sublinhou. Para terminar, o orador deu ênfase ao significado de emergência climática: “a única coisa que isto quer dizer é que o planeta está em causa.”

Aos contributos dos oradores juntaram-se as questões colocadas pela assistência, que espelharam dúvidas, preocupações e exemplos de boas práticas, enriquecendo uma conferência que integrou o programa das Festas da Cidade. Esta foi a segunda conferência que decorreu no âmbito da celebração dos 40 anos de cidade. “Torres Vedras: 40 anos de uma cidade com futuro” foi tema de debate na conferência que, à margem da Feira de São Pedro, reuniu várias gerações que olharam para estas últimas quatro décadas.

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