publicidade

Torres Vedras, local marcante da História de Portugal e da Europa por acontecimentos decisivos da mesma que aí ocorreram ao longo dos séculos passados, continuará a marcá-la pelo seu trabalho na área da mobilidade sustentável.

Nesse âmbito foi assinado no dia 14 de abril, no auditório do Edifício dos Paços do Concelho, no decorrer do sétimo Fórum da rede Civinet (uma rede ibérica constituída para a promoção da mobilidade sustentável), o Acordo de Torres Vedras, pelas 31 cidades que compõe a mesma.

No início do texto desse documento é referido que o mesmo tem “presente o Livro Verde – Para uma Nova Cultura de Mobilidade Urbana (2007); o Plano de Ação para a Mobilidade Urbana (2009); e o Livro Branco dos Transportes (2011) como os melhores guias da Comissão Europeia para orientar e apoiar as cidades na elaboração de políticas e medidas inovadoras dedicadas à promoção de uma vida menos dependente do veículo próprio e potenciadoras do uso da bicicleta como uma alternativa de transporte não poluente com benefícios para a saúde dos cidadão”.

Segundo aquele acordo, “para um novo paradigma de mobilidade sustentável nas cidades”, as cidades envolvidas comprometem-se a atingir os padrões de qualidade do ar definidos na Diretiva 2008/50/CE do Parlamento Europeu e Conselho Europeu, a reduzir as emissões de CO2, bem como a cumprir as normas em matéria de energia e alterações climáticas conforme a Diretiva 2009/28/CE do Parlamento Europeu e do Conselho Europeu, para além dos “objetivos ambiciosos do Livro Branco da Comissão Europeia para uma mobilidade urbana mais sustentável”. Neste documento, as cidades da rede Civinet reafirmam ainda o compromisso político e técnico de: melhorar a acessibilidade dos respetivos territórios, dando prioridade aos modos suaves, pedonal e ciclável, e ao transporte público; ordenar o espaço público para obter cidades mais habitáveis, inclusivas e com melhor qualidade de vida; introduzir sistemas inteligentes de transporte; introduzir medidas de acalmia no tráfego; promover estratégias de comunicação e divulgação de informação ao público para aumentar a consciencialização sobre a necessidade de reduzir as emissões de CO2; centrar as políticas de mobilidade nas necessidades reais dos cidadãos; e colocar os cidadãos no centro das preocupações do desenho urbano da cidade.

Também segundo aquele acordo as cidades subscritoras reconhecem que “são responsáveis por responder a estes objetivos em consonância com o princípio da subsidiariedade da União Europeia (que coloca a responsabilidade de ação no nível nacional, regional ou local) nos termos do artigo 5.º do Tratado que institui a Comunidade Europeia”, comprometendo-se “a disseminá-los em fóruns locais, regionais, nacionais, europeus e mundiais em que as cidades ou a rede possam participar”.

Este acordo apela ainda às entidades centrais e europeias a apoiarem as medidas preconizadas no mesmo.

publicidade

1 COMENTÁRIO

  1. “O tema deste ano para a Semana Europeia da Mobilidade (SEM), “Avançando na Direção Certa”, pretende mostrar que a mobilidade urbana sustentável pode ser alcançada através de uma abordagem integrada de planeamento que tenha em atenção todos os modos de transporte nas cidades e suas áreas vizinhas.
    Quem não gostaria de viver numa cidade com ar puro e pouco ruído? Um lugar livre de trânsito, onde movimentar-se pela cidade fosse fácil e onde os cidadãos pudessem desfrutar de uma elevada qualidade de vida? Uma cidade da qual se orgulhasse por ser conhecida em toda a Europa como uma cidade preocupada e ativa na proteção do ambiente de forma inovadora e prospetiva? Com algum pensamento estratégico ( o sublinhado é meu) é possível tornar esta visão uma realidade.
    Torres Vedras participa nesta iniciativa europeia desde 2004.”
    (Do Programa da Semana Europeia da Mobilidade 2012)
    __________________________________________________________________________________________

    No dia 15 de Abril do ano de 2016 a Câmara Municipal de Torres Vedras, com o auxílio de algum pensamento estratégico, viu o sonho transformar-se em realidade.
    A cidade será, pois, a partir de agora,
    “MARCO NA HISTÓRIA EUROPEIA DA MOBILIDADE SUSTENTÁVEL.”
    “TORRES VEDRAS, LOCAL MARCANTE DA HISTÓRIA DE PORTUGAL E DA EUROPA POR ACONTECIMENTOS DECISIVOS DA MESMA QUE AÍ OCORRERAM AO LONGO DOS SÉCULOS PASSADOS , CONTINUARÁ A MARCÁ-LA PELO SEU TRABALHO NA ÁREA DA MOBILIDADE SUSTENTÁVEL…” http://goo.gl/wpuKjk
    Que verve!!!
    Que máximo!!!
    – Invasões francesas,
    – Novo paradigma de mobilidade sustentável,
    E o Carnaval-mais-português-de-Portugal?
    Protesto veementemente!
    Adiante.
    Deixemos os visionários bem sentados nos gabinetes, que a Realidade é bem outra:
    Percorra-se a cidade e observe-se:
    – Passadeiras por marcar e com falta de sinalização. Nem as da Av.5 de Outubro, Largo da Graça e Santos Bernardes se salvam;
    – Ruas de dois sentidos sem marcação;
    – Duas telas apenas, para cegos, nas passadeiras;
    – Colocação errada de pinos nos limites das passadeiras, algumas delas, ainda por rebaixar;
    – Bolsas de C&D em passeios e nas vias;
    – Definições diferentes dos horários nas bolsas de C&D;
    – Ruas esburacadas, impróprias para a circulação automóvel, com destaque para o
    o Eixo Estruturante Nascente- Poente ( Rua João L.Moura – Rua da Várzea);
    – Falta de marcação na maioria das ruas de duplo sentido de trânsito;
    – Horário do parque subterrâneo da CM., o qual impede os cidadãos deficientes e
    de mobilidade reduzida de o utilizarem depois das 18.30 e sábados de manhã,
    por falta de elevador;
    – Parques térreos de estacionamento gratuito de má qualidade, mal sinalizados ou
    sem sinalização;
    – Permissão de estacionamento automóvel em 3 terrenos adjacentes à Variante
    Poente, lamacentos em período de chuva e sem garantia de segurança;
    – Sinais de paragem de BUS vandalizados;
    – Colocação de pinos errada, desnecessária e diversificada;
    – Vestígios das denominadas “Ciclovia do Barro”, “Ciclovia das Escolas” e
    “Ecopista do Sizandro” com possibilidade de nesta circularem todo o tipo de
    veículos;
    – Trânsito automóvel no Centro Histórico para atravessamento Norte -Sul da
    cidade.
    – Instalações sanitárias do Terminal Rodoviário impróprias para utilização.

    E mais haverá que outros olhos vejam.
    Não encontrará, certamente, qualquer realização prevista na Reunião da
    Rede Civitas Espanha Portugal, de 5 de Março de 2012, nomeadamente:
    – Pinos retrácteis;
    – Programa RAMPA- Eliminação de Barreira Arquitectónicas
    – 44 postos de carregamento Mobi-E
    – 5 Ciclovias Urbanas com prazo de execução até fim do ano 2015.
    Ver aqui a Agenda. http://goo.gl/TJxRxp
    E aqui 2 vídeos de Barreiras Arquitectónicas, em Torres Vedras e Mafra.
    http://youtu.be/pXlOoASewHE
    http://youtu.be/Hnr91IrAXSM

    Deixo para o fim a cereja no topo deste bolo ressequido:
    No concelho de Torres Vedras, ao contrário de TODAS as cidades e vilas que conheço, algumas fora de portas, é possível circular em contramão por TODAS as ruas tidas como de sentido único, sempre que as caracteristicas da rua o permitam.
    Estacionar na rua Venerando de Matos (Sul do Hospital) e sair por onde entrou é apenas um exemplo. Ou ainda, entrar na rua Dias Neiva, estacionar e voltar, também, por onde entrou, é perigoso mas a C.M. permite. É assim em todas, com UMA excepção, vá lá saber-se porquê, na rua Joaquim Vaquinhas, ali bem perto, junto ao prédio cor-de-rosa.
    Esta situação decorre exclusivamente do injustificável e lamentável desconhecimento, por parte dos sucessivos executivos camarários, do significado do sinal de trânsito de inversão do sentido de marcha. Na rua Joaquim Vaquinhas a dita manobra não é possível porque está bem sinalizada. A ignorância estende-se à PSP e a algumas Escolas de Condução!!!
    Como curiosidade, esse sinal só teria cabimento num único local da cidade: na Avenida 5 de Outubro, a proibir a inversão de marcha. Contudo, o que lá está proíbe o confronto com a Seguradora!
    Não se ficam por aqui os atributos da cidade em questões de Mobilidade:
    Respeitando escrupulosamente as regras de trânsito, poderá o automobilista circular livremente no Centro Histórico. Assim, se tiver o seu carro no parque Santiago e quiser visitar, p.e., o Largo de Sto Antonio e depois o Castelo, basta entrar pela rua dos Celeiros de Sta Maria, prosseguir, à esquerda pela rua Elias Garcia e subir para a rua de Sto António. Simples…
    Descer as ruas 9 de Abril e Serpa Pinto (uma parte desta também se pode subir) também são opções. Como são ruas pedonais há que ter cuidado. Cuidado também, e muito, se descer a rua 1 de Dezembro (C&D) e quiser ir para Poente, virando à esquerda na direcção da rua da Horta Nova.
    Mas, para ficar com uma visão mais alargada dos percursos que a Câmara lhe faculta, o melhor será abrir o link seguinte, cujo texto foi publicado no Forum do site da CMTV.
    https://goo.gl/O5EAF7

    Não será certamente por tudo isto que a cidade é “Marco na História Europeia da Mobilidade Sustentável”.
    Por que razão será então?

    Vem-me à memória, de novo, o Alexandre O’Neill:

    “País dos gigantones que passeiam
    a importância e o papelão,
    inaugurando esguichos no engonço
    do gesto e do chavão.
     
    E ainda há quem os ouça, quem os leia,
    lhes agradeça a fontanária ideia!”
    …………………………………………………
    “Nhurro pais
    Que nunca se desdiz”

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.