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Decorreu, no serão desta segunda-feira, nova reunião de Assembleia Municipal de Torres Vedras.

Durante esta sessão, a Assembleia Municipal de Torres Vedras aprovou uma moção a reclamar ao Ministério da Saúde medidas excecionais para resolver a falta de médicos de família no concelho.

“Esta Assembleia Municipal reclama ao Ministério da Saúde a adoção de medidas excecionais que sirvam a prestação imediata de cuidados de saúde primários em falta a muitos cidadãos na área deste município”.

Na moção, aprovada por maioria, lê-se que os deputados municipais “rejeitam ‘paliativos’ e exigem medidas estruturais” para resolver este problema.

Como tal, pedem a restrição de vagas nos concursos para a carreira médica às áreas territoriais com maior carência, quer durante o internato, quer no acesso à profissão, e a revisão do regime de mobilidade.

“É inadiável a aprovação de um novo estatuto da profissão médica com clara interdição do pluriemprego nos setores público e privado, consagrando uma justa melhoria remuneratória no setor público”.

A moção, apresentada pelo PS de Torres Vedras, alerta que neste concelho há “vários milhares de cidadãos sem médico de família e extensões do centro de saúde encerradas” pelo mesmo motivo.

De acordo com dados divulgados pela Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), estima-se que 15 mil habitantes de Torres Vedras careçam de médico de família, em cerca de 83 mil habitantes. Ou seja, cerca de 18% da população deste concelho não tem médico de família.

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