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O presidente da Câmara de Torres Vedras anunciou hoje que está assegurado financiamento comunitário para a construção do Centro de Artes do Carnaval e requalificação da zona norte da cidade, com investimento previsto de 15 milhões de euros.

Carlos Bernardes explicou à agência Lusa que, com a aprovação recente do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU) para a cidade pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, o município assegurou comparticipação comunitária através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) e do Programa Operacional Regional Centro 2020.

“Para nós é fundamental, para podermos continuar o trabalho que começámos a desenvolver nas últimas décadas de regenerar o centro histórico”, afirmou.

O PEDU prevê até 2020 um investimento de 15 milhões de euros para a requalificação de toda a zona norte da cidade, que tem como projeto principal a construção do Centro de Artes do Carnaval, com a recuperação de um edifício onde funcionou um antigo matadouro, e a regeneração urbana da encosta do Forte de São Vicente e respetivos bairros residenciais.

Quanto ao Centro de Artes do Carnaval, cujo projeto está concluído e junto ao qual foi erguida uma caraça gigante por ocasião do carnaval, o autarca admitiu que ainda este ano a Câmara vai efetuar uma alteração ao orçamento – com 25 mil euros cabimentados – para inscrever os 3,5 milhões de euros necessários para a obra e lançar o respetivo concurso público.

Carlos Bernardes estima que, após começarem, as obras deverão decorrer durante ano e meio.

O museu vai ter três pisos, divididos por loja, auditório, sala de exposições temporárias, centro de documentação (rés-do-chão), oficinas de expressão artística, oficinas de manutenção (1.º piso), sala de exposições permanentes, gabinetes de trabalho e sala de conservação e restauro.

Segundo um estudo económico divulgado, deverá receber por ano entre 75 mil a 116 mil visitantes e ter receitas anuais na ordem dos 380 mil euros, abaixo dos custos estimados em 431 mil euros.

Com o financiamento comunitário assegurado, que pode chegar aos 85% de comparticipação em alguns casos, o município vai avançar para a elaboração dos projetos de requalificação da zona envolvente ao Centro de Artes.

O investimento de 15 milhões de euros vai incidir não só em obras de requalificação urbana de espaços e de mobiliário públicos daquela zona, como também na implementação de projetos ambientais, com a criação de zonas verdes, percursos para andar a pé e de bicicleta.

Estão também previstos projetos de inclusão social da população desfavorecida, através de um programa de aquisição e de recuperação de habitações, de índole económica, com a instalação de indústrias criativas, e outros culturais, com a deslocalização de associações e de atividades culturais.

Com a regeneração, o município pretende acabar com o estigma da margem norte do Rio Sizandro ser desfavorecida e atrair para aí empresas, fixar serviços públicos de proximidade e atrair e fixar população.

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