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A câmara de Torres Vedras anunciou hoje que vai inaugurar dia 26 deste mês, 14 anos depois do previsto, as obras do Polis, um investimento de 6,7 milhões de euros que permitiu requalificar a zona norte da cidade.

“A cidade sempre cresceu a duas velocidades, o sul e o norte do Rio Sizandro, e esta obra vem unir as duas margens, contribuindo para uma maior qualificação da parte norte da cidade”, afirmou à Lusa o presidente da câmara, Carlos Miguel (PS).

As obras do Polis de Torres Vedras, apresentadas em 2001, têm como finalidade reabilitar a zona norte da cidade, local que foi sendo abandonado e que se encontra desqualificado, devido ao aumento populacional e do tráfego.

Adjudicadas por 8,4 milhões de euros, as obras acabaram por custar 6,7 milhões por “trabalhos a menos”, justificou o autarca.

A intervenção incidiu sobre a recuperação ambiental e paisagística do jardim do Choupal e zona envolvente, melhoramento das margens do rio, colocação de uma ponte pedonal a ligar as duas margens do rio, requalificação da ermida de Nossa Senhora do Ameal e embelezamento da chamada Vala dos Amiais.

O Choupal é o mais antigo parque verde da cidade, localizado na margem direita do rio Sizandro, mas o crescimento urbano e o aumento do tráfego naquela zona contribuíram para o seu isolamento e abandono em relação ao centro.

Para o autarca, esta requalificação significa mais do que a própria obra. À semelhança do Parque Verde da Várzea, uma extensa zona verde e de lazer criada há 14 anos, as obras que vão ser inauguradas vão “alterar os hábitos de vida das pessoas e dar-lhes mais qualidade de vida”.

As obras arrancaram em abril de 2014. Por falta de financiamento, vinham sendo adiadas desde 2011, altura em que o município lançou um primeiro concurso de 8,8 milhões de euros.

Contudo, o Ministério do Ambiente denunciou a contratualização do Polis e recusou financiar 2,5 milhões de euros, levando a autarquia a avançar com uma ação em tribunal e a recorrer a dois créditos bancários, de 2,5 milhões cada um, e a adiar as obras.

“Esta obra resulta de uma adaptação do programa face à atitude do Governo”, recordou Carlos Miguel. A autarquia abandonou a construção de um restaurante no chamado Patéo Alfazema e de um estacionamento subterrâneo.

O autarca, que termina o mandato de 12 anos em 2017, adiantou que uma das apostas enquanto presidente do município é continuar a requalificar a cidade a norte, querendo candidatar aos novos fundos comunitários a construção do Centro de Artes do Carnaval, num antigo matadouro, e dos bairros envolventes.

O projeto integra o Plano Estratégico da cidade para 2020, que o município estima poder entregar à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro até ao final do mês.

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