Torres Vedras inicia parceria para aproveitar água dos rios para regadio agrícola
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O município de Torres Vedras, a Direção Regional de Agricultura, a Águas do Tejo Atlântico e duas associações de regantes vão avançar com uma parceria para desenvolverem um projeto de aproveitamento hidroagrícola em dois rios do concelho.

A parceria visa “assegurar a articulação de esforços no sentido de garantir os estudos necessários para projetar uma solução técnica e regime de utilização comuns do uso de recursos hídricos para rega” neste concelho do distrito de Lisboa, refere o protocolo, que foi hoje aprovado na câmara municipal e ao qual a agência Lusa teve acesso.

O acordo, aprovado por unanimidade, destina-se também à identificação cadastral de proprietários com vista à elaboração do dossiê para o desenvolvimento do projeto coletivo de aproveitamento hidroagrícola nos rios Alcabrichel e Sizandro, onde existem terrenos agrícolas ao longo das suas bacias hidrográficas, com 336 e 180 quilómetros quadrados de extensão.

Desde há 10 anos que as associações de rega Sizanrega e Alcabrirega têm vindo a construir pequenos açudes, que “são manifestamente insuficientes e mal dimensionados”, concluem aquelas entidades.

Nesse sentido, têm alertado as diferentes entidades para a “insuficiente retenção hídrica no período de maior exigência das culturas”.

O acordo a estabelecer é o ponto de partida de um Plano de Ação, com a elaboração de estudos técnicos que enquadrem a solução técnica de gestão dos recursos hídricos, do projeto de execução e respetivo investimento e de uma candidatura a fundos comunitários, enquadrável no Plano Nacional de Regadios.

O documento define que os estudos prévios deverão estar concluídos para ser submetida, ainda este ano, candidatura do Plano Nacional de Regadios.

Está também prevista a criação de um “gabinete de missão” e uma comissão de acompanhamento que supervisione a elaboração, execução e monitorização do plano.

Em conferência de imprensa, o vereador do PSD Luís Aniceto defendeu que o “plano deve ser mais ambicioso e estruturante, disponibilizando maior quantidade de água e abrangendo mais agricultores para além dos que têm terrenos nas margens dos rios Sizandro e Alcabrichel”, explicou Luís Aniceto.

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