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Os trabalhadores da fábrica Eugster Frismag, em Torres Vedras, concentraram-se ontem e aprovaram em plenário pedir aumentos salariais que a empresa se recusa a dar este ano, apesar de ter tido lucros em 2020, disse ontem um dirigente sindical.

No plenário, os trabalhadores aprovaram avançar com um abaixo-assinado a entregar à direção da empresa a exigir um aumento de três euros no salário e o aumento do subsídio de refeição de seis para sete euros, ambos por dia, disse à agência Lusa Duarte Fontes, trabalhador e dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Transformadora do Centro, Sul e Regiões Autónomas.

O dirigente explicou que os trabalhadores beneficiavam sempre de aumentos salariais sempre que a empresa registava lucros no ano anterior, o que aconteceu em 2020, apesar da pandemia de covid-19.

A Lusa tentou obter esclarecimentos do diretor da fábrica, João Cachatra, mas sem sucesso até agora.

Os trabalhadores exigem também a redução do horário semanal para as 35 horas, o acesso a 40 horas de formação e 25 dias de férias.

O dirigente sindical alertou também que, dos 1600 trabalhadores, cerca de mil têm vínculo precário por possuírem contratos temporários de trabalho com uma empresa externa.

Depois do plenário, um grupo de trabalhadores concentrou-se em frente à empresa pelos mesmos motivos.

Além de Torres Vedras, a multinacional tem três fábricas na Suíça e outra na China dedicadas ao fabrico de pequenos eletrodomésticos, em grande parte máquinas de café.

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