Tratamentos de quimioterapia no Hospital das Caldas da Rainha suspensos pelo Infarmed
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Os tratamentos de quimioterapia no Hospital das Caldas da Rainha foram suspensos na sequência de uma inspeção do Infarmed, mas a administração daquela unidade garantiu hoje que o serviço de oncologia não vai fechar.

A inspeção do instituto Infarmed – Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de saúde incidiu sobre os serviços farmacêuticos, tendo “identificado não conformidades” no seu funcionamento e “impondo a suspensão imediata da administração de citotóxicos, conhecidos em termos gerais como quimioterapia”, disse hoje à agência Lusa a presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar do Oeste (CHO), Ana Paula Harfouche.

Em causa está, segundo a responsável, “o facto de a câmara de fluxos laminares não estar no sítio adequado” e de não estarem “garantidos os requisitos técnicos”, situação que poderia, inclusive, acarretar “riscos para os profissionais” que preparam e manuseiam a medicação.

O relatório da inspeção foi comunicado a 15 de abril (sexta-feira) à administração do CHO, que “suspendeu de imediato a preparação e administração de citotóxicos” no Hospital de Dia de Oncologia da Unidade das Caldas da Rainha e “reorganizou o circuito terapêutico para garantir a continuidade dos tratamentos” dos doentes afetados.

Seis doentes estão, desde o dia 18 (segunda-feira), a ser encaminhados para o Hospital de Dia de Oncologia da Unidade de Torres Vedras, outra unidade do CHO, que assegura o transporte.

“Estamos a tentar que a solução seja resolvida nas nossas unidades, numa solução de proximidade, mas se o número de doentes aumentar e esgotar a capacidade do Hospital de Torres Vedras teremos que articular com outros hospitais”, admitiu Ana Paula Harfouche.

Com exceção dos tratamentos com citotóxicos, o seguimento dos doentes oncológicos continua a ser feito na unidade das Caldas da Rainha.

O centro hospitalar “está a estudar soluções”, recusando, no entanto, avançar com uma data previsível para retomar a administração daqueles medicamentos, dado “os custos elevados” associados à resolução do problema.

A suspensão dos tratamentos originou uma moção aprovada na última Assembleia Municipal (reunida a 19 de abril), com todos os eleitos a pedirem uma reunião urgente à administração do CHO.

No documento, os eleitos afirmam ter recebido “com perplexidade” a notícia da “possibilidade de o serviço vir a encerrar”.

Ao invés, exigem “respostas prontas” à administração, para que “de imediato se iniciem as obras necessárias”.

À Lusa, a presidente do conselho de administração disse não ter recebido ainda qualquer pedido de reunião, mas adiantou que a delegação da Assembleia Municipal será recebida e a situação clarificada, apesar de “não se colocar a hipótese de encerramento do serviço”.

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