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Apenas três escolas públicas e três privadas conseguiram que os seus alunos do secundário, que realizaram exames nos últimos cinco anos, melhorassem sempre os resultados nas provas de Português e de Matemática, segundo uma análise da Lusa.

O Ministério da Educação decidiu acompanhar o percurso académico dos estudantes à entrada e à saída do ensino secundário para tentar perceber o trabalho realizado pela escola, tentando assim reduzir o efeito do contexto socioeconómico dos estudantes.

Para isso, comparou os resultados dos alunos nos exames de Português e Matemática do 9.º ano com os que fizeram depois no 12.º ano.

A Lusa analisou os resultados médios dos alunos de 574 escolas secundárias ao longo de cinco anos e encontrou muitas que estiveram sempre a melhorar a Matemática e outras que se destacaram a Português. No entanto, apenas seis estabelecimentos de ensino conseguiram melhorar sempre às duas disciplinas entre 2011 e 2015.

Neste pequeno universo de sucesso, há escolas com turmas onde os rapazes são a maioria, há turmas com muitos estudantes carenciados que recebem Apoio Social Escolar e há casos onde a maioria dos alunos tem mais estudos do que os pais, que deixaram a escola antes do 7.º ano.

Neste grupo, as escolas públicas e privadas têm exatamente o mesmo destaque.

Contrariando a ideia de que as raparigas conseguem melhores resultados académicos, as turmas da Escola Básica e Secundária Sidónio Pais, em Caminha, têm mais rapazes (56%).

Na Sidónio Pais, as turmas têm em média 18 alunos, a taxa de conclusão do 12.º ano é elevada (de 75%) e um em cada três alunos tem Apoio Social Escolar.

Comparando com os resultados obtidos no ano passado, a escola de caminha subiu 41 pontos no ranking elaborado pela Lusa ocupando agora o 147.º lugar e agora destaca-se por ser um dos três estabelecimentos de ensino público que esteve sempre a melhorar os seus resultados.

Ainda no distrito de Viana do Castelo, a Escola Básica e Secundária de Ponte da Barca também conseguiu que os seus alunos, que fizeram exames nacionais entre 2011 e 2015, estivessem sempre a melhorar os resultados às duas disciplinas obrigatórias.

A maior curiosidade desta escola, que este ano ficou em 239.º lugar do ranking geral, vai para o facto de quase metade dos alunos do secundário terem Apoio Social Escolar (41,7%).

O trabalho realizado pelos professores da Escola Secundária da Póvoa do Lanhoso, em Braga, que é frequentada por 599 alunos, também aparece em destaque.

Nesta escola, a maioria dos pais tem muito menos estudos que os seus filhos, já que a média de habilitação é de pouco mais do que o 6.º ano de escolaridade, segundo os dados disponibilizados pelo Ministério da Educação e trabalhados pela Lusa.

Além das escolas públicas, também existem outras três privadas com progressão positiva: Colégio São Tomás e Colégio Valsassina, ambos em Lisboa, e Colégio Nossa Senhora do Rosário, no Porto, que este ano volta a ocupar o primeiro lugar da tabela da Lusa.

Em sentido oposto aparecem outras três escolas onde os resultados dos alunos nos exames de Português e Matemática estiveram sempre a baixar: Escola Secundária Madeira Torres, em Torres Vedras, a Escola Básica e Secundária José Falcão, em Miranda do Corvo e a Escola Daniel Faria, em Paredes.

Este novo parâmetro, intitulado pelo ministério de “progressão”, é menos influenciável pelo contexto socioeconómico uma vez que acompanha a evolução dos alunos e também não depende da dificuldade dos exames, porque não é calculado em função das notas absolutas mas sim da posição dos alunos face à média nacional.

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