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A terceira edição do Bang Awards invadiu a cidade de Torres Vedras com o melhor do cinema de animação nacional e internacional. O Festival Internacional de Cinema de Animação contou com mais de 300 filmes em competição, que estiveram à disposição das mais de 1000 crianças – do pré-escolar ao ensino secundário – que passaram pelo novo Espaço Bang, junto ao Parque do Choupal. “O Bang é um festival surpreendente, tem um coração grande. É humilde, sólido e criativo. As árvores para crescerem têm de ter uma raiz sólida, e nós ainda estamos na semente” explica Ulisses Dias, director da Slingshot, que produz o evento.

“Dá-me a sensação que agora é que é o arranque” diz, enquanto traça o balanço desta edição, já com os olhos na próxima. “Na edição anterior o Bang terminou com o festival. Esta edição arranca com o festival.” Isto porque as submissões de filmes para a próxima competição abrem dentro de um mês, prolongando-se durante dois anos. “No próximo festival vamos ter milhares de filmes.” O objectivo passa, assim, por “apoiar a produção de conteúdos”, explica Cátia Candeias, da direcção criativa. “Vamos ter material para transformar Torres Vedras na cidade da animação, como não há par em Portugal” acrescenta Ulisses. “Já não existe outro festival de cinema de animação com esta abrangência tão familiar, tão popular e tão na rua.”

A presença dos brasileiros VJ Suave foi um dos pontos altos do festival, que se encontra agora a desenvolver um projecto em torno do triciclo deixado pela dupla. Uma “sementezinha” que vai ser posta em andamento com as crianças das escolas para que possam desenvolver animações, e que permite passar cinema de animação em qualquer ponto da cidade. “Poder partilhar o cinema de animação com crianças tão novas é garantia de que no futuro esta cidade vai ser apta a ter um festival sólido e importante a nível nacional e internacional.” E Ulisses continua. “Mais importante do que ter muito público, é ter bom público. E poder dar oportunidade às nossas crianças de, no futuro, poderem participar e ser gente criativa e informada.”

Ulisses Dias: "O Bang é um festival surpreendente: é humilde, sólido e criativo"
A presença dos brasileiros VJ Suave foi um dos pontos altos do festival, que decorreu entre 26 de Setembro e 2 de Outubro.

Apesar do “desafio e incógnita” que dizem caracterizar cada edição, o balanço só podia ser muito positivo. “Temos um festival ultra low budget, que conseguiu atrair famílias inteiras e uma série de autores que vieram do estrangeiro, deu-nos uma sala que vai permanecer e que vai partilhar conhecimento e saber com imensa gente.” O Espaço Bang, composto quase inteiramente por coisas usadas que foram encontradas à beira da estrada (excepção feita ao painel pintado pelo brasileiro Jota Aracê), promete vir a assumir-se como um pólo cultural da cidade. “Esta é uma casa do cinema, mas também vai ser uma casa da música, do teatro, da cultura e da partilha.”

Bang: de concurso a co-produtor

E se, como explica Ulisses Dias, o Bang Awards começou por ser um concurso, este ano assumiu-se como o verdadeiro ponto de viragem. “Nesta edição assumimo-lo como um festival” afirma, explicando que a diferença reside no facto de a organização se passar a focar, essencialmente, nos trabalhos apresentados, ao invés de dar destaque ao tema do festival. “Os prémios, em vez de serem prémios monetários normais, passam a ser co-produções.” Ou seja, o Bang passa ainda a ser co-produtor dos vencedores, com a atenuante de que o filme vencedor deste ano é o português “Fuligem”, curta de David Doutel e Vasco Sá.

Do estrangeiro, além das centenas de fitas em competição, estiveram em Torres Vedras o Cinéma du Désert e o Favela é Isso Aí, dois projectos parceiros do evento. “As pessoas ficavam surpreendidas porque não estavam à espera” explica Cátia Candeias. “Chegar às comunidades e ter alguma responsabilidade social” parece ser o caminho que o Festival quer continuar a seguir. Até porque “o Bang não pára”: o cinema de animação ruma, já este Sábado, à Alameda das Linhas de Torres, em Lisboa, para participar numa iniciativa do Trampolim Gerador. Dia 20 é a vez de seguir para a FIL, onde decorre o 1º Salão das Tecnologias Audiovisuais e Musicais, Fotografia e Multimédia. “Tudo é possível no cinema de animação” lembra Ulisses. “E, movimentando-se neste meio, o Bang é imparável e nada é impossível.”

O Bang Awards, produzido pela Slingshot com o apoio da Câmara Municipal de Torres Vedras, conta ainda com o apoio de entidades como A3, Arte InstituteCinéma du Désert, Cooperativa de Comunicação e Cultura, Favela é Isso Ai, Fórum das Associações, International House Torres Vedras, Páteo do Faustino, Rádio Oeste, Taberna 22 e Torres Vedras Web.

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