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Percorrer o Pavilhão Multiusos da Expotorres é como mergulhar numa viagem gastronómica pelo melhor que a região oferece. As tasquinhas trazem milhares de pessoas até às Festas da Cidade de Torres Vedras, com as associações de cada freguesia a promover os petiscos do concelho. “Para entrada recomendo as moelas e a nossa dobradinha com feijão branco. Para jantar temos um sarrabulho mesmo à antiga e que toda a gente tem comido.” O convite não podia ser mais tentador. Bárbara Santos, que veste a camisola da tasquinha do Torreense, não deixa esquecer os grelhados no carvão e o polvinho de cebolada, que parecem fazer as delícias de quem por ali janta.

“Adoro estar aqui. É um espírito totalmente diferente” conta ao Torres Vedras Web. “Há mentes mais abertas… O pessoal tem um espírito mais de tasquinha, mais tranquilo.” Um espírito que se reflecte no sorriso de todos os que vestem o avental durante os 16 dias do certame. “Já estamos habituados a isto, estamos em altas até ao fim.” Em vésperas de um fim-de-semana que promete mais uma enchente, a energia é contagiante nas 13 tasquinhas em funcionamento. Por agora, é a vez da guitarra e do saxofone de Pedro Santo e de Ricardo Branco subirem ao palco.

 

Se a “Música a Pedro e Branco” fez com que muitos se aproximassem do palco, a verdade é que houve quem aproveitasse o ritmo da música para seguir… para outras provas. O Festival do Vinho conta com a representação de onze produtores do concelho, que convidam os visitantes a provar os mais diversos tipos da bebida de Baco. “É muito bom porque falamos com as pessoas e elas provam os vinhos. O nosso interesse aqui é divulgar o produto que temos” explica José Silva, vice-presidente da Adega Cooperativa de Dois Portos. “Cada um traz os seus melhores vinhos para as provas e as pessoas vão aderindo com gosto” diz, elogiando a iniciativa da Autarquia, que considera ter “dado a mão aos viticultores”.

Uma noite nas tasquinhas das Festas da Cidade: petiscos, vinho e boa disposição
A equipa da tasquinha do Torreense, José Silva e Pedro Rodrigues numa das noites das Festas da Cidade.

À mostra de vinhos da região – que vai de adegas cooperativas a quintas particulares -, acresce o Concurso de Vinhos de Torres Vedras. O produtor não deixa de lembrar o prémio recentemente arrecadado em Lisboa, uma medalha de ouro para o afamado Monte Judeu. “É um vinho espectacular. Mas como os nossos, há aí muitos vinhos muito bons.” É sobre centenas de paletes de madeira que encontramos tintos e brancos que nasceram no concelho. “Cada um vende o seu produto e é a maneira mais correcta das pessoas saberem o que estão a comprar.” A uva parece mesmo ser rainha, num pavilhão onde ainda encontramos a Mostra de Uvada. “Não é doce de uva, ao contrário do que muita gente pensa.” É Pedro Rodrigues quem explica, logo atrás da banca da freguesia de Santa Maria, São Pedro e Matacães.

“Aquele primeiro líquido que sai da uva é posto num tacho onde se faz o arrobo, um líquido que fica espesso. Ao arrobo junta-se fruta, essencialmente pêros. E está muito tempo ao lume.” Um processo que leva dois dias até ganhar a forma da uvada como a conhecemos. Mas nem só deste doce típico se compõem as bancas desta mostra. “Aqui encontramos doce de tomate, marmelada, broas, bolos de ferradura e a bela da ginginha.” Ao final da primeira semana, Pedro traça um balanço positivo e lembra “a sorte de ter um feriado a meio da semana.” O convite, partilhado pelos outros onze produtores, é feito com entusiasmo. “Venham provar as nossas broas e depois beber uma ginginha!”

No palco, a música continua e passa tanto por êxitos portugueses como internacionais. Estão reunidas as condições para uma noite que, durante a semana, termina à meia-noite. E a cereja no topo do bolo – ou melhor, o feijão – é passar pela longa bancada que compõe o Festival do Pastel de Feijão. Afinal, é lá que se encontram 13 produtores desta delícia tipicamente torreense.

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