População da região Oeste separa menos resíduos para reciclagem do que em 2009
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Segundo a Alambi, Associação Para o Estudo e Defesa do Ambiente do Concelho de Alenquer, em 2016 a região separou 33,4 kg/habitante/ano, quando a média nacional foi de 38 kg.

A recolha de resíduos para reciclagem nos concelhos do Oeste estagnou desde 2009, ano em que atingiu os 41 quilogramas por habitante, ficando 2017 ao nível de 2012, alertou hoje a associação ambientalista de Alenquer.

Para a Associação para o Estudo e Defesa do Ambiente do Concelho de Alenquer (Alambi), desde a integração da empresa Resioeste na Valorsul, em 2010, com o objetivo de reduzir a fatura com a deposição de resíduos em aterro, que “se deixou de apostar na recolha seletiva”.

Com base em dados da Valorsul e calculando a média dos 14 municípios integrados na antiga Resioeste, a Alambi concluiu que a recolha seletiva baixou de 41 kg/habitante, em 2009, para 34 kg/habitante, em 2012, e teve uma ligeira subida, ao ficar nos 34,3 kg/habitante no final de 2017.

Questionada pela Lusa, a Valorsul justificou que, depois de 2010, “os anos foram de crise económica”, o que conduziu a uma “forte contenção do investimento” por parte da Valorsul e a uma “redução do consumo das famílias e da produção de resíduos”.

Segundo a Alambi, em 2016 a região separou 33,4 kg/habitante/ano, quando a média nacional foi de 38 kg.

Não só a região Oeste não atingiu a meta para 2012, que era a recolha seletiva de 24% dos resíduos, correspondentes a 33 kg/habitante/ano, como também tem vindo a distanciar-se do objetivo de alcançar até 2020 os 49 kg/habitante/ano, ou seja 50% dos resíduos produzidos, à semelhança do que acontece no país.

Óbidos (78 kg) ultrapassou a meta e Lourinhã (49) e Peniche (49) já a atingiram, em detrimento do Cadaval (37), Caldas da Rainha (35), Nazaré (35), Bombarral (34), Torres Vedras (34), Alcobaça (29), Sobral de Monte Agraço (29), Alenquer (26), Arruda dos Vinhos (25), Rio Maior (24) e Azambuja (22).

“Os resíduos ainda não são encarados como um recurso, enquanto o desperdício e a deposição em aterro, com o custo e o risco ambiental que acarretam, ainda são a norma mais usual”, referiu.

A Alambi alertou que “a falta de investimento tem custos económicos, já que os resíduos que não são recolhidos a custo zero para reciclagem têm de ser recolhidos como resíduos indiferenciados, com o custo de deposição em aterro e de infraestrutura de recolha a ser pago pelos municípios ou pela população”.

Em consequência, a população “parece indiferente ao destino do lixo que produz”.

A Valorsul anunciou que está este ano a fazer investimentos para inverter a tendência e melhorar o serviço, tendo até 2021 um plano de investimentos que ascende a 55 milhões de euros.

“O plano já está a ser executado e inclui 8.100 contentores para reciclagem e 1.500 novos locais de recolha seletiva; 28 viaturas para renovar”, adiantou a empresa, que quer também reforçar a recolha de recicláveis e remodelar dois centros de triagem.

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